Deus é luz

EXPLICAÇÃO

Cap. 14, o discurso de Jesus é à mesa da ceia

14.31b, Jesus passa a discursar enquanto caminha para o Getsêmani, e então diz: “Eu sou a videira verdadeira” e começa assim um discurso alegórico (comparando elementos).

Israel foi tirado do Egito e plantado em Canaã, mas falhou na missão de produzir o “fruto” desejado por Deus. Em contraste, Jesus é a videira verdadeira, a própria verdade, a fonte de vida. O Pai é o agricultor, o dono do campo, e nós somos os ramos, ligados, portanto, à videira, Jesus.

Aqueles que estão ligados a Jesus são mantidos em vida e produzem frutos.

TEMA

Permanecer em Jesus e dar frutos

1º) FRUTIFICAR

A importância e por isso a freqüência com o tema FRUTIFICAR é tratado nas Escrituras e na pregação evangélica.

Fruto é o resultado e portanto a evidência de que “deu certo”.

Quando se pensa em algo que frutificou, considera-se que passou-se por um processo, sofreu pressões externas, resistiu às dificuldades, preparou-se para aquele momento de produzir e produziu algo concreto.

É a verdadeira prova de uma vida cristã autêntica, que tem a seiva divina correndo em seu interior.

O texto em questão fala sobre os frutos. Com respeito à eles, observamos o seguinte:

É o que Jesus designou para os seus discípulos (16)

É a evidência que mostra que somos verdadeiros discípulos (8)

Está associado à idéia de permanecer em Cristo (4)

O destino do ramo está ligado a ele (2)

* Com respeito a este último: V.2

Ramos improdutivos são cortados fora.

Ramos produtivos são limpos para produzir mais

V Antes de pensar na questão da eternidade, pensemos no presente.

Os não produtivos são aqueles que são excluídos da comunhão com Cristo, pois, embora aparentem ligação com ele (estão), não têm com ele ligação vital, visto que, a seiva, que é a vida de Cristo não flui por estes.

Estão nele religiosamente mas não espiritualmente. No máximo imitação ou semelhança de cristão, pois nada evidencia a verdadeira união, a presença vital e transformadora de Cristo neles.

Os produtivos são de sorte contrária. Eles dão prova do verdadeiro discipulado, de que estão ligados intimamente com Cristo, porque, mais do que estar em Cristo, eles “permanecem” nele (4).

Permanecer nos dá a idéia de perseverança, continuidade, de um relacionamento duradouro, da existência de um vínculo muito forte que não se quebra ante as ameaças e pressões externas.

É para esse tipo de ligação, isto é, de união vital que Jesus escolheu os seus discípulos (16).

V O texto nos fala pois da importância do frutificar, e esse pois deve ser o nosso paradigma de vida, mostrar que o evangelho tem produzido resultados palpáveis em nossa vida. Que somos mais do que religiosos, crentes nominais, antes sim, discípulos que estão em união com seu mestre e subsistem porque ele existe neles.

Sabemos que essa é a forma de vida desejosa de todos nós, e como visto, é permanecendo nele que seremos tais pessoas que dão fruto.

2º) PERMANECER

Com respeito ao permanecer, o texto nos apresenta alguns conceitos importantes:

Condição essencial para se produzir fruto (4,5)

Condição para não ser cortado da comunhão (6)

Uma estreita ligação Jesus e sua palavra (7)

Uma estreita ligação Jesus e seu amor (9)

Uma estreita ligação Amor e Palavra de Jesus e do Pai (10)

Das constatações acima podemos dizer que se nos é apresentado uma tríade de íntimas e indissolúveis ligações: Jesus-Palavra-Amor.

A união vital, isto é, o permanecer em Jesus, é íntima e indissoluvelmente permanecer (perseverar, conservar-se, ligar-se duradouramente) em sua palavra e seu amor.

Isso se torna maravilhoso quando entendemos a sociedade dos discípulo não como uma sociedade de vínculos legalistas com Jesus, e isso por causa do elemento amor. E, como também, não a concebemos como uma confraria do “oba-oba” porque existe a palavra que em tudo a orienta e instrui.

Também, quando somo tidos por Jesus, não como servos, mas como amigos (14,15), temos em consideração sua palavra e seu amor.

* Essa mesma aplicação cabe à sociedade dos discípulos no relacionamento entre si próprio. Observamos, pois, no texto:

Uma estreita ligação palavra, amor de Jesus e amor ao próximo (12,17)

Logo, nossa vida comunitária não é nem legalista ou confraria do “oba-oba”, mas regida pela união vital de Cristo em nossas vidas, seu amor que nos une, e sua palavra que nos orienta nesse relacionamento.

3º) CONCEDER

Finalmente, a permanência em Jesus e, conseqüentemente, ser uma vida que produz frutos torna-se uma ligação vital tão profundo que não só Jesus flui em nós como também nós podemos fluir através dele a ponto dele nos dizer “pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (7,16).

É certo que alguns tem tirado essas palavras de seu contexto e estão iludindo o povo para pedirem porque Deus está obrigado a conceder, conforme suas próprias palavras.

Deus não está obrigado a nada. Essa prerrogativa só é cabível àqueles que vivem em íntima e indissolúvel comunhão com Jesus, e que por isso estão da mesma forma em íntima e indissolúvel comunhão com sua palavra e seu amor, e que no seu relacionamento com o seu próximo tem como diretriz a palavra e o amor de Jesus.

CONCLUSÃO

É nosso desejo sermos vidas que dão fruto, isto é, que deram resultado, que “deram certo”.

Vidas que passaram por um processo, sofreram pressões externas, resistiram às dificuldades, prepararam-se para aquele momento de produzir e produziram algo concreto.

É nosso o desejo de uma vida cristã autêntica, que tem a seiva divina correndo em seu interior.

O que fazemos para isso???

Permanecer em Jesus, o que implica permanecer em sua palavra, seu amor e no amor ao próximo.

Implica também na concessão do Pai às nossas orações.

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