Em Memória de Mim

Introdução
Quanto mais longe do evento, mais fraca a nossa memória sobre os detalhes do acontecimento.
Paulo recebeu através de uma narrativa diretamente de Jesus Cristo, provavelmente quando esteve no deserto, as instruções sobre a Ceia do Senhor. Isto mostra a importância da Ceia, pois o próprio Jesus encarregou-se de revelar a sua ministração.

Transição
Recordemos, junto com o Apóstolo, alguns fatos da vida, obra e morte de Cristo para que possamos ganhar alento na nossa caminhada cristã.

1. Lembremos da sua traição
a) Na noite em que foi traído. Melhor ainda pensar: Na noite em que ele estava sendo traído. O esquema da traição estava em progresso.
b) fato de Cristo lembrar esse detalhe a Paulo, mostra que ele quer que isto continue sendo recordado pelo seu povo.
c) Ele foi traído pessoalmente
d) Ele foi traído quanto à sua causa
e) A instituição de um dos sacramentos do cristianismo se dá em meio a um sentimento trágico, frustrante. Isto nos ensina a enxergar que Deus consegue reverter muitas das tragédias em bênçãos.

2. Lembremos da sua morte cruel
a) Ele tomou o pão. Naquele época um pão sem fermento, usado pelos judeus no cerimonial da páscoa. Hoje usamos um pão comum. Importa, todavia, o simbolismo deste pão.
b) Deu graças. Isto é, ele consagrou o pão a Deus. Assim, como em breve ele consagraria a sua própria vida em sacrifício na cruz do calvário. Pão simboliza o corpo de Cristo.
c) corpo é entregue por nós, ou seja em nosso lugar. É a comemoração da sua morte, não como um mestre ou um benfeitor, mas como o que faz o sacrifício.
d) Devemos lembrar constantemente que a nossa vida tem início na morte de Cristo.

3. Lembremos da sua aliança
a) Cálice da nova aliança. Novo Testamento – de uma espécie diferente, sem precedentes, que nunca foi ouvido. Diferente da aliança feita com Deus no Deserto de Sinai.
b) aspecto do sangue:
• No Oriente Médio, uma aliança era solenemente garantida quando aspergia entre os contratantes o sangue de um animal.
• Na aliança feita com Moises, o sangue derramando foi de algum animal, mas na nova aliança, o sangue derramado vem o Filho de Deus, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
c) Um testamento, uma aliança. Figuradamente é aquilo que nos alimenta para vida eterna. Todas as vezes em que o crente toca com os seus lábios o vinho que simboliza o sangue de Cristo, ele recebe um novo alento para a vida.
d) O seu sangue nos purifica de todos os pecados.

4. Lembremos de que devemos proclamá-lo até à sua volta
a) Anunciamos a sua morte. Não fazemos isto por mero ato mecânico, formal, mas sim para declarar ao mundo que a salvação já foi realizada em Cristo Jesus.
b) Anunciamos até que ele venha. Mostra que a Ceia não é temporária, limitada apenas para o grupo de discípulos na Palestina.
c) Temos duas ceias descritas na Bíblia:
• A ceia da qual a igreja participa como comunidade aqui na terra.
• A ceia celestial da qual toda a igreja participará nos céus.
d) A cada dia que passa estamos mais perto da volta de Jesus Cristo. Nossa morada não será para sempre aqui na terra.

Conclusão:
Tudo em minha vida é um memorial vivo a Jesus Cristo. Eu e você somos somos a representação de Cristo ao mundo. Assim sendo, devemos refletir nos nossos corações o quanto estamos tentando ser esta memória de Cristo ao mundo.

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