Em prol de quem Cristo morreu?

INTRODUÇÃO: A ordem de pensamento aqui revelada é muito importante e instrutiva. Primeiro, a escolha eterna, feita por Deus desde antes a fundação do mundo; segundo, a santificação do Espírito; terceiro, a fé na verdade. Mas, por tratar-se de um sermão temático, o desenvolvimento será em torno do tema:

I – EM PROL DE QUEM CRISTO MORREU?
– Ora, se o Pai elegeu certas pessoas desde antes a fundação do mundo, como também isto é confirmado em Efésios 1.4 – E as deu ao filho como nos confirma João 6.37, 39 – Foi justamente em prol dessas pessoas eleitas é que Cristo intercedeu e se deu em resgate. Em harmonia com isso, temos também as palavras do Senhor, em João 17.9 – “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus”. Outro versículo que merece cuidadosa atenção, nesse particular, se acha em Romanos 8.33 – O qual surge a pergunta: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?” E então se segue a resposta inspirada: “É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”.

Note, de maneira especial, que tanto a morte como a intercessão de Cristo têm o mesmo objetivo específico. Portanto, se Cristo intercede tão-somente em favor dos eleitos e não “pelo mundo”, foi somente por eles que ele morreu. Então o Espírito Santo não está agora esperando aqueles que use do seu livre arbítrio para poder conduzir a Cristo como nos diz o sistema religioso. Argumentar que Deus está fazendo o mais que pode para salvar a humanidade, mas que a maioria dos homens não lhe permite salvá-los, é dar a entender que a vontade da criatura é onipotente. Lançar a culpa sobre o diabo, como tem feito o Sistema, não remove a dificuldade, porque se Satanás está frustando o propósito de Deus, então Satanás é que é onipotente, e Deus já não é o Ser Supremo. Sustentar que o plano original do Criador tem sido impedido pelo pecado, é destronar a Deus. Sugerir que Deus foi tomado de surpresa no Éden e que agora procura solucionar uma calamidade imprevista, é degradar o altíssimo ao nível de um mortal finito e falível. Argumentar que o homem é que determina o seu próprio destino (livre arbítrio) e que, portanto, tem o poder de paralisar os propósitos do Criador, é despojar Deus do atributo de onipotência. Dizer que a criatura rompeu os limites estabelecidos pelo Criador e que Deus agora é apenas um espectador impassível do pecado e do sofrimento causado pela queda de Adão, é repudiar a declaração específica das sagradas Escrituras, a saber: “Pois até a ira humana há de louvar-te. Dos resíduos das iras te cinges” (Sl 76.10). Numa palavra, negar sabedoria de Deus é entrar em um caminho que, seguido até a sua conclusão lógica, leva a manifesto ateísmo. Bem perguntou o Espírito Santo, através do apóstolo: “Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?” (Rm 11.34. Logo, a única alternativa que nos resta é: quanto ao propósito predeterminado da morte de Cristo, Cristo morre somente em prol dos eleitos.

CONCLUSÃO: A pergunta que deve ser feita nesta conclusão, é: Em prol de quem Cristo morreu? Se foi oferecido em prol da raça humana inteira como diz o Sistema, então foi cancelada a dívida incorrida por todo o ser humano. Se Cristo levou em seu próprio corpo, num madeiro, os pecados de todos os homens, sem exceção, nenhum deles perecerá. Se Cristo se fez maldição em favor de todos os membros da raça de Adão, ninguém sofrerá condenação final. Deus não exigiria pagamento por duas vezes, uma vez da mão do seu fiador (Hb 7.22), que derramou o seu sangue, e depois, outra vez, da sua mão. Resumindo em uma única frase, que esperamos seja compreensível, e que traga ousadia, intrepidez e segurança para cada cristão: “Cristo não morreu para POSSIBILITAR a salvação de todos aqueles que fazem o uso do seu livre arbítrio, como nos têm ensinado o sistema religioso. Mas para ASSEGURAR a salvação de todos aqueles que lhe tinham sido concedidos pelo Pai”. Em harmonia com isso, temos as palavras do Senhor, em João 17.9 – “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus”. Lembrando que, tanto a MORTE como a INTERCESSÃO de Cristo tem o mesmo OBJETIVO ESPECÍFICO. Se Cristo intercede tão-somente a favor dos eleitos, e não “pelo mundo”, foi somente pelos eleitos que ele morreu.

“Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos (sistema), e as revelaste aos pequeninos (Igreja). Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado” (Mt 11.25). Estas foram as palavras do Senhor Jesus a este respeito.

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