Enquanto Jesus não volta

Introdução

Hoje nosso tema é Enquanto Jesus Não Volta.
– Temos destacado a importância de estarmos preparados para a volta de Jesus, uma vez que não sabemos nem o dia nem a hora. As parábolas dos talentos (Mt. 25. 14-30) e das minas (Lc. 19. 12-27) nos ensinam que enquanto Jesus não volta é tempo de trabalho e de missão. É necessário que sejamos encontrados produtivos no seu reino quando ele vier buscar sua igreja.
– Jesus nos adverte sobre o que fazer enquanto ele não volta:

1) Aguardar a volta de Jesus de maneira certa

– Havia por parte dos discípulos uma forte expectativa de que Jesus implantasse um reino político, que seria imediato. At. 1. 6-8: “Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade”.
– Lc. 19.11: “Ouvindo eles estas coisas, Jesus propôs uma parábola, visto estar perto de Jerusalém e lhes parecer que o reino de Deus havia de manifestar-se imediatamente”.
– É bem possível que ao se depararem com a possibilidade de um reino imediato, muitos aderiram à condição de espera apenas. Já que o reino virá, não precisaremos fazer nada, vamos apenas aguardar. Este pensamento pode nos atingir hoje, como Jesus voltará, e o tempo está se cumprindo, vamos deitar debaixo de uma árvore grande, em sombra e água fresca e aguardar que “Venha o Reino”.
– É necessário pensar no céu, desejar o céu, viver como se fôssemos para o céu ainda hoje, mas não podemos nos esquecer de que enquanto Jesus não volta, ele nos deixou como embaixadores do reino, nos constituiu mordomos, nos confiando seus bens (vs. 14), dando-nos uma missão e nos capacitando para isto.
– Não somos apenas meros expectadores na implantação do reino, somos agentes que possuem o privilégio de serem partícipes do maior projeto que já existiu no mundo, a implantação do reino de Deus.

2) Aguardar a volta de Jesus sabendo que recebemos talentos

– Em primeiro lugar devemos ter uma perspectiva correto da vinda do reino, aguardando a volta de Jesus de maneira correta. Mas também precisamos estar conscientes de que para este período cada um de nós foi capacitado com talentos.
– Ao nos constituir mordomos, embaixadores do reino, Jesus nos presenteou com talentos, dons, capacidades dadas a cada um para que nos tornássemos produtivos.
– Todos são capacitados, uns com cinco, outros dois e alguns aindacom um talento. Mas não importa a quantidade nem a característica destes talentos, importa é que uma vez filhos, recebemos os talentos (vs. 15, “cada um, segundo sua própria capacidade”). At. 1. 8: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”.
– Ef. 4. 7-13: “e a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido às regiões inferiores da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo”.
– 1 Cor. 12.7: “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso”.
– Todos são ministros de Deus em seu reino, nem todos terão a mesma capacidade, nem as mesmas funções. Precisamos entender que Deus dá diferentes talentos a nós. Por isso não queiramos ser como o outro é, nem fazer o que o outro faz, mas precisamos descobrir o que Deus quer que façamos na medida em que ele nos deu.

3) Aguardar a volta de Jesus sendo produtivos

– Devemos aguardar a volta de Jesus com uma expectativa correta, sabendo que todos fomos capacitados com talentos. Mas estes talentos precisam ser usados, colocados a serviço do reino.
– Na prestação de contas, os que multiplicarem os talentos serão recompensados, o que esconder o talento, será condenado. Mais uma vez não se trata de recompensa por obras ou realizações, mas por um sinal externo de uma profunda convicção de comprometimento com a pessoa de Jesus e sua obra.
– No vs. 26 Jesus chama a atenção para o fato de que aquele que recebeu um talento tinha de seu Senhor uma imagem de alguém preocupado com castigo, e não de um Senhor gracioso pronto para capacitá-lo a se tornar produtivo.
– Nossa missão é o de multiplicarmos os talentos, fomos capacitados para a Grande Comissão de Atos 1.8 e Mt. 28. 18-20. Não temos o direito de permanecermos de braços cruzados, é hora de um grande mover de Deus, um re-avivamento, de grande colheita. João 9. 4: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”.
– Pv. 14.23: “Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria (ruína)”. O Senhor é justo e não exigirá nada além daquilo que podemos fazer. Lc. 12.48 “…Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão”.
– Devemos trabalhar com leveza e alegria, renovando a esperança, o trabalho do Senhor é prazeroso e leve (Mt. 11. 28-30). Nele, encontramos descanso para nossa alma.

Conclusão
– Os versos 21 e 23 refletem a conclusão desta mensagem. Ao aguardarmos a volta de Jesus, da maneira correta, sabendo que temos talentos e de maneira produtiva, naquele Grande Dia ouviremos: “Muito bom, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor”. Na BLH lemos: “venha para a festa”.

www.ejesus.com.br

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