No Coração do Vocacionado

“Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério”.

Introdução
Nesta data festiva e tremendamente marcante a todos nós, deixo algumas palavras do Apóstolo Paulo especialmente aos corações dos formandos e formandas.

1. No coração do vocacionado(a) existe uma gratidão pelo chamado
• Grande é a dignidade do apostolado, escreve João Calvino. Dignidade que se reveste de honra quando o passado do autor é levado em consideração: blasfemo, perseguidor e injuriador.
• Esta gratidão é fruto do relacionamento entre o vocacionado e Jesus Cristo.
• Gratidão (tenho agradecimento, estou com o coração cheio de gratidão) por ter recebido o fortalecimento. Este fortalecimento é o poder recebido para fazer todas as coisas em Cristo.

2. No coração do vocacionado(a) existe a certeza do missio Dei
• Jesus Cristo é o autor da vocação. A vocação nasce em primeiro lugar no coração do Mestre dos mestres.
• Ter conhecimento de que a vocação vem de Cristo, transmite ao vocacionado o sentimento de segurança, porque os dons e vocação de Deus são irrevogáveis.
• Paulo transfere a Cristo a responsabilidade do seu chamado. Paulo foi considerado digno de confiança.
• A nossa credencial foi assinada por Cristo.

3. No coração do vocacionado(a) existe a consciência de que há um ministério a ser cumprido
• Jesus Cristo o considerou fiel antes mesmo da realização do ministério. Sendo assim, a nossa fidelidade durante o ministério é tão somente o cumprimento daquilo que já foi visto por Cristo antecipadamente.
• Calvino: “Cristo não age como os homens, que, através da ambição, colocam pessoas nos ofícios, sem considerar o que e como”.
• Este ministério é fundamentalmente a proclamação de Cristo ao mundo. Este ministério é agir em lugar de Cristo para com a humanidade perdida .

Conclusão
Paulo escreveu estas palavras no fim do seu apostolado. Isto significa dizer que Jesus Cristo estava certo ao separá-lo.
Muito começam bem e terminam pessimamente.
O grande desafio que fica para cada um de vocês é este: iniciem o ministério ajoelhados diante do Senhor da Igreja e orem para concluí-lo em pé diante do Cordeiro, no dia do grande banquete celestial quando então poderá ouvir: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”.

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