O Berço, num Túmulo

Neste sermão você vai aprender sobre o berço, num túmulo

As melhores notícias que o mundo já ouviu vieram de um túmulo. A história da Páscoa não termina numa noite de velório, mas na celebração de uma madrugada jubilosa. 

Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia.  Lucas 24.1-6.

Jesus nunca oficiou um funeral, nem deixou margem para que os homens fossem visitar o seu corpo na sepultura. A vida espiritual autêntica do Senhor Jesus não estaciona em cemitério nem corteja defunto. Não há canto fúnebre, réquiem, nem visita de finados.

As religiões humanas falam dos seus líderes como homens que estiveram vivos mas estão mortos, porém o Evangelho anuncia um Cristo que esteve morto e está vivo. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos sé-culos e tenho as chaves da morte e do inferno. Apocalipse 1:17-18.Certa vez um muçulmano interrompeu um pregador do Evangelho, quando este falava: Nós temos uma prova de nossa religião que vocês não têm, porque, quando vamos à Arábia, podemos ver o túmulo do nosso Profeta. Temos assim a prova de que ele viveu e morreu. Quando, porém, vocês vão à Jerusalém não podem ter a certeza do lugar em que foi sepultado Jesus. Vocês não tem um túmulo como nós. 

É verdade, replicou o pregador, não temos túmulo sagrado em nosso culto, porque não temos cadáver. Nosso Evangelho não termina na morte, mas em vitória; não em túmulos, mas em triunfo. O cristianismo começa onde a religião termina – com a ressurreição. O Evangelho não glorifica o moribundo, mas elogia aquele que vive. 

O cristianismo é essencialmente a pregação da mensagem viva da esperança que brota de um túmulo vazio. W. Robertson Nicoli disse que o túmulo vazio de Cristo foi o berço da igreja. Enquanto o velho judaísmo ocultava um cadáver no crepúsculo do seu penúltimo dia semanal, a fim de cumprir um descanso sabático engessado no legalismo, o novo cristianismo despontava na alvorada do primeiro dia, com a notícia radiante de uma tumba desabitada. O símbolo de nossa fé é uma cruz vazia e uma sepultura desocupada. Ele não está aqui, mas ressuscitou. A morte de Jesus e a sua ressurreição são as verdades centrais da história da igreja. Não podemos explicar o surgimento da igreja sem a cruz onde Jesus morreu, para nos levar a morrer juntamente com Ele, e sem a ressurreição de onde recebemos a nova vida. Os Evangelhos não explicam a ressurreição; todavia, a ressurreição explica os Evangelhos e a nossa experiência de salvação. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. 1Pedro 1:3. Nós somos salvos pela vida ressuscitada de Cristo.

A grande comunicação da fé cristã se baseia no fato singular da ressurreição de Cristo. Fulton Sheen disse certa ocasião: Satanás pode aparecer com vários disfarces como Cristo, e, no fim do mundo, apresentar-se-á como benfeitor e filantropo; mas Satanás jamais poderá aparecer com as cicatrizes nas mãos. Há muitas fórmulas de falsificação e imitação no cristianismo. O amor dissimulado e a humildade fingida são bons exemplos. Há fraudes tão perfeitas que são capazes de enganar os melhores peritos. Mas ninguém poderá imprimir as feridas da cruz em seu próprio corpo ou remendar as marcas do Calvário no corpo vivo do Cristo ressuscitado.

Se… confessares a Jesus como Senhor e… creres que Deus o ressuscitou… serás salvo. A confissão é um ato da boca, enquanto a crença é uma atitude do coração. A confissão do senhorio de Cristo provém da revelação do Espírito diante da obra consumada de Jesus como Senhor. Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo. 1Coríntios 12:3. Sem uma revelação especial e salvadora – a revelação que se centraliza no Senhor Jesus Cristo – não iremos conhecer a Deus nem poderemos conhecê-lo. Só o Espírito pode nos revelar o real senhorio de Cristo.

O Senhor que deixou vago seu túmulo não deixou vago seu trono. Jesus não pode ser nosso Salvador, a não ser que seja primeiramente nosso Senhor. Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Atos 2:36. Todas as bênçãos que Deus tem reservado para o ser humano encontram-se depositadas na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Ora, se Cristo não é o seu Senhor, Ele também não é o seu Salvador. Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa. Atos 16:30-31. Não dá nenhum valor a Cristo quem não lhe dá valor acima de tudo, como seu Senhor. Porque Deus ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos, para ser antes de tudo, Senhor. Enquanto o Espírito Santo não sintonizar o receptor no coração do homem, a mensagem do senhorio de Cristo será apenas um ruído, não uma comunicação, que resulte numa confissão. Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. Romanos 14:7-9. Se Cristo é o Senhor da nossa vida, no mínimo podemos descansar.

Com os lábios se confessa o senhorio de Cristo mediante a revelação do Espírito, mas com o coração se crê que Deus o ressuscitou dentre os mortos. Aqui está a pedra angular da experiência da salvação. Não basta acreditar na possibilidade da ressurreição ou numa doutrina que sustenta esta idéia. Precisamos descansar na realidade fundamental de Cristo ressuscitado. Se a morte não pode manter a história de Cristo refém de um cadáver nem aprisioná-lo no fundo de um túmulo, tão pouco o desânimo poderá sepultar a esperança daqueles que se apoiam no poder de Cristo ressuscitado. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. 1Coríntios 15:19. Se Deus está interessado em contabilizar os fios de cabelo de seu povo, certamente ele preservará suas cabeças com uma mentalidade de esperança, capaz de modificar as duras crises. Qualquer pássaro pode cantar em um dia ensolarado, mas o canto de espe-rança pertence a uma espécie rara de fé, que sempre surge em meio às nuvens negras da tempestade. Muitos costumam dizer: Hoje não tem sol. Mas isto não é verdade. Hoje o sol está encoberto; mesmo assim, a esperança vislumbra a sua luz, até diante das densas camadas. No coração do crente nunca se apaga a esperança da vitória, pois ele sabe que o berço da nova vida foi um túmulo frio da morte. Assim, não há tempo perdido em esperar, quando esperamos no Senhor ressuscitado. Os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Atos 4.33

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//flp

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