O louvor que convém

Estamos refletindo sobre o tema geral “Culto no livro de Salmos”. Já vimos, com base no Salmo 50, a essência do culto que prestamos a Deus. Nesta segunda mensagem nosso tema é louvor com base no Salmo 33.
No louvor expressamos gratidão e alegria pelo que Deus faz. O salmista afirma: “Alegrem-se por causa daquilo que ele tem feito!” (33.1b, NTLH). “O nosso coração se alegra por causa do que foi feito pelo Senhor” (33.21a, NTLH). Louvamos a Deus com cânticos (33.3), com instrumentos musicais (33.2), com criatividade (nova canção, 33.3) e com habilidade, perícia (33.3). O louvor expressa alegria, às vezes de forma exuberante: “Cantem a Deus uma nova canção, toquem harpa e gritem bem alto” (33.3, NTLH).
Vejamos os motivos que nos levam a louvar o Senhor.

1-A grandeza da criação

Quando nos comparamos com o universo, somos levados a dizer com o salmista: “Quando olho para o céu, que tu criaste, para a lua e para as estrelas, que puseste nos seus lugares – que é um simples ser humano para que penses nele? Que é um ser mortal para que te preocupes com ele?” (Salmo 8.4-5). Esse sentimento nos leva a adorar e a louvar a Deus (Salmo 8.1,9). As obras grandiosas da criação (33.6-7) devem produzir temor e reverência nas pessoas. É a atitude dos seres criados diante do criador.
A criação nos lembra o poder da palavra de Deus: “Os céus pela sua palavra se fizeram, e, pelo sopro da sua boca, o exército deles” (33.6). “Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir” (33.9). Esta é uma certeza de fé: “Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hebreus 11.3). Essa palavra poderosa fez-se carne em Jesus de Nazaré (João 1.1-3,14), revelando a glória de Deus e trazendo-nos a sua graça.
O Deus que cria todas as coisas também preserva e governa todas as coisas de maneira santa, sábia e poderosa. Isto nos leva a expressar nossa alegria e gratidão.

2-A grandeza do amor

O Deus criador, grande e majestoso, nos ama e está sempre presente conosco. A palavra de Deus diz: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Isaías 57.15)
O Deus que chama, pela palavra, à existência as coisas que não existem, nos faz promessas que não falham, “porque a palavra do Senhor é reta, e todo o seu proceder é fiel” (33.4). Podemos estar seguros e descansados nas promessas de Deus, pois “Ele ama a justiça e o direito; a terra está cheia da bondade do Senhor” (33.5).
As obras da criação são maravilhosas. A figura do jardim fala de beleza que encanta e da provisão para todas as nossas necessidades, pois nele foram plantadas toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento (Gênesis 2.8-9,15).
Apesar do sentimento de insignificância do salmista (Salmo 8.4-5), que partilhamos, Deus se importa e cuida de cada um de nós. Dos céus ele vê todos os filhos dos homens, contempla as suas obras (33.13-15) e concede aos que o temem as suas bênçãos (33.18). O Senhor é soberano e cumpre todos os seus propósitos em relação aos seus filhos (33.10-12.

3-A grandeza da salvação

Apesar da importância e da dignidade do ser humano criado à imagem e semelhança de Deus, ele é frágil, à parte de Deus, por ser criatura. O pecado quebrou a harmonia nos relacionamentos entre Deus e as pessoas e ninguém se salva pelo seu próprio poder (33.13-17).
Só Deus pode salvar (33.18-19). A desordem dos homens (mundo) não anula a ordem de Deus (reino de Deus). Por isso, podemos confiar nele. Paulo afirmou: “Eu sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia (2 Timóteo 1.12
A salvação é grande porque tem as promessas para a vida temporal (33.20-22) e para a vida eterna (João 3.16). “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2.3). Pelo contrário, ela produz em nós um sentimento constante de alegria e gratidão que deve ser expresso através do louvor, fruto de lábios que confessam o nome do Senor (Hebreus 13.15).

Conclusão:

Concluindo, devemos estar certos de que louvando de maneira certa, com fervor, criatividade e habilidade; pelos motivos certos, ao Deus pelas grandes obras da criação, da providência e da salvação e pela finalidade certa que é a glorificação de Deus, podemos ter certeza de que exultaremos de alegria, ficaremos firmes na confiança e certos na esperança de que todos os propósitos de Deus para nós serão cumpridos.

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