Razão e Sensibilidade

Introdução
Se nós que somos humanos somos orientados na Bíblia a perdoar 70 vezes 7, quantas vezes perdoa Deus?

Conceituação
1. “Então, caindo em si”
2. Este é o momento mais crucial na vida daquele jovem que havia abandonado a casa de seu pai. É o momento em que ele “encontra-se consigo mesmo”, o momento em que ele “recobra o sentido da vida”.
3. Como se deu este processo de redescoberta do ser?
• Processo de reflexão desde o momento em que deixa o lar até o estágio onde agora se encontra.
• Processo de abertura para a invasão do amor do Pai, que aquece de novo o seu coração.

Transição
Neste processo do encontro da alma com Deus nós vemos os seguintes passos:

A. Adquire a consciência da miséria do pecado
1. Notemos que foi neste momento de profunda reflexão e de comparação que ele descobriu a miséria e o estrago que o pecado havia feito com a sua vida. Veja que neste diálogo com a sua alma, ele chega a algumas conclusões:
• Na casa de pai há fartura – eu morro de fome.
• Na casa de pai há dignidade – eu cuido dos porcos (Ditado entre os judeus dizia: “Que a maldição atinja o homem que cuida de porcos”).
2. Veja ainda que neste momento ele não culpa os outros pela miséria em que se encontra:
• Poderia culpar a sua família.
• Poderia culpar os seus amigos.
• Poderia culpar o patrão.
3. Aprendemos aqui que o pecado mesmo na sua forma mais luxuriosa não é capaz de satisfazer uma alma que já esteve em contato com Deus.
4. O pecado, na sua transitoriedade, não consegue substituir a dimensão do eterno na vida do ser humano. Aquele jovem não era e não estava feliz. Tremenda lição para os nossos dias repletos de tantos apelos a sensualidade, carnalidade, materialismo desenfreado.

B. Tomado de uma coragem sobrenatural
1. Coragem é um ato que dignifica o ser humano e ela é vista nos momentos de crises pessoais ou institucionais.
2. Esta sua coragem está baseada em dois fatores:
• O pai ao qual ele havia abandonado continua sendo seu pai. O pecado não foi suficientemente forte para apagar da memória daquele homem o fato de que ele continuava filho e o pai continua sendo o seu pai.
• O pai que ele conhecia era um pai amoroso e que não lançaria em seu rosto a culpa do seu pecado. O seu pai tinha uma característica perdoadora.
3. Aprendemos aqui que o pecado mesmo na sua força mais avassaladora não é capaz de deter aquela alma que recebeu o convite de voltar ao lar.
4. O pecado, na sua transitoriedade, não consegue destruir os valores que um dia Deus implantou em nossos corações.

B. Torna-se recipiente da graça restauradora
1. O processo completo da restauração se dá mediante a confissão:
• Eu pequei, simplesmente isso: Eu pequei.
• Por causa do meu pecado eu perdi a minha dignidade. Eu perdi o merecimento de ser encontrado ao lado do pai.
2. O processo de restauração continua em tendo na consciência de que nós somos merecedores da correção divina. “Faça de mim um empregado”.
3. Aprendemos aqui que o pecado mesmo na sua forma mais degradante não é capaz de erradicar a esperança do perdão da alma que já esteve em contato com Deus.
4. O pecado, na sua transitoriedade, não consegue sobrepujar os valores da graça divina. “Onde reinou o pecado, reina muita mais ainda a graça divina”

Conclusão
1. Razão e sensibilidade
2. Razão para refletir sobre os estágios da vida em relação ao que Deus requer de cada um de nós.
3. Sensibilidade para ouvir a voz daquele que está pronto a perdoar.

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