Um Ministério Frutífero.

Há sempre muitas expectativas sendo lançadas sobre o nosso ministério. Isso nos põe tensos e ansiosos, especialmente em ano de avaliação e de renovação das nomeações pastorais. Antes de entrar no centro do estudo, deixe-me passar algumas posições que podem ajudar-lhes.
Primeiro, a minha oração constante é pelo sucesso de todos/todas meus/minhas colegas pastores e pastoras e de suas igrejas. Seu sucesso é o meu desejo sincero.
Segundo, o melhor de tudo é que Deus também deseja ver o nosso ministério florescer. E isto é decisivo: termos DEUS como aliado.
Terceiro, surge a pergunta: Por que nem sempre somos bem-sucedidos, alguns não conseguem ter um ministério frutífero, e algumas igrejas por si mesmas se acomodam?

1.Procuram-se corações apaixonados.

Na tradição bíblica o coração é o órgão que direciona a vontade humana, gênesis mostra isto ao falar do pecado humano: “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” Gn 6.5. O conselho sábio de Provérbios diz: “Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos. Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração. Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” Pv. 4.20-23.
Assim, somos nós ainda hoje. Se algo não toca, não move o nosso coração, de maneira nenhuma moverá as nossas ações, mobilizará o nosso ministério. Sempre foi de corações apaixonados e obstinados que surgiram as grandes mudanças no mundo, especialmente na vida do povo de Deus. As mensagens dos profetas eram mensagens de corações apaixonados por Deus, por exemplo: “O deserto e a terra se alegrarão; o ermo exultará e florescerá como o narciso. Florescerá abundantemente, jubilará de alegria e exultará; deu-se-lhes a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Sarom; eles verão a glória do SENHOR, o esplendor do nosso Deus” Is 35.1-2. Jesus na oração sacerdotal expressa sua alegria na obra e o desejo de que este gozo acompanhasse os discípulos em seus ministérios. “Mas, agora, vou para junto de ti e isto falo no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos” Jo 17.13.
Em nossa herança metodista recebemos de John Wesley, entre muitos princípios bons, o amor por Deus e pelas vidas. Escreveu ele em um dos seus hinos:
“Oh! Permite que nada em minha alma
Habite senão teu puro amor.
Oh! Possa teu amor possuir-me todo
Minha alegria, meu tesouro, minha coroa.
Paixões estranhas de meu coração remove.
Sejam de amor meus atos, palavras e pensamentos.”
É conhecida a frase de Wesley: “Vamos todos ter um só objetivo. Vivamos só para isto, para salvar as nossa almas e as almas daqueles que nos ouvem”. Este coração apaixonado por Deus, e pelas vidas, mudou a vida dele, da sua Igreja, e de sua nação. E desde a Inglaterra correu o mundo. Hoje está em mais de 130 países, abençoando vidas. Tudo começou com um coração apaixonado. Falando nisto, como está o seu? Sobre isto quero falar ainda.

2.Não abandonemos o primeiro amor, mantenhamos acesa a velha chama.

É decisivo, mas todos sabemos que Israel abandonou o Senhor. Jeremias escreveu sobre isto com clareza, e aponta a solução: “Ó SENHOR, Esperança de Israel! Todos aqueles que te deixam serão envergonhados; o nome dos que se apartam de mim será escrito no chão; porque abandonam o SENHOR, a fonte das águas vivas. Cura-me, SENHOR, e serei curado, salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor” Jr.17.13-14. O certo é que situações difíceis da vida podem nos fazer esfriar, arrefecer, perder a paixão, e fazermos nosso ministério burocrático, só o essencial. Isto indica que precisamos ser tratados, restaurados, ter a unção e a paixão renovadas.
É trágico, mas preciso lembrar a frase de George Whitefield: “Estou persuadido de que quase todos os pregadores falam de um Cristo que não conhecem e não sentem. Muitas congregações estão mortas porque homens mortos estão pregando a elas”
Nesta dimensão de reavivar a velha chama, ou noutros termos tratar as feridas do caminho(frase parece solta). Pois pode ser que você esteja perante a igreja cheio de entusiasmo, mas por dentro você é um vaso cheio de ressentimento, ou outros sentimentos que estão impedindo você de frutificar mais. E isto pode ocorrer com todo líder.
Na primeira dimensão podemos afirmar que todos nós necessitamos de uma nova unção, não dá para viver a vida cristã, muito menos o ministério pastoral ou outra liderança, dependendo de uma única experiência de revestimento do Espírito Santo. Pois uma vez que experimentamos o poder do Espírito, desejamos mais e mais, e o próprio Espírito anseia por nos encher. Do dia de Pentecostes em diante, Atos narra várias vezes que os apóstolos e Paulo, cheios do Espírito, faziam sinais e prodígios: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. Atos 2.4; “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos…”Atos 4.8;” Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.” Atos 4.31; “E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor,” Atos 5.14

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