Unidade cristã na defesa contra a religião nominal

Introdução

O apóstolo inicia este texto dizendo: “Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo”.
Viver aqui significa comportar-se como um cidadão. A cidade de Filipos era uma colônia romana e a maioria dos habitantes era romana. As pessoas conheciam bem os benefícios e responsabilidades da cidadania romana.
Muito mais nós que temos outra cidadania. Em 3.20 Paulo afirma: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.
Assim sendo, pesa sobre nós uma responsabilidade que não pesa sobre muita gente deste mundo, isto é: nós temos que viver na Terra não como os valores deste mundo e sim firmados nos valores da pátria celestial.
Notemos ainda que Paulo especifica bem: o evangelho de Cristo. Isto significa dizer que os valores e ética tem origem superior àquilo que pensamos ou formulamos.
O evangelista Larry Moyer resume assim o evangelho: Cristo morreu por meus pecados e ressuscitou dos mortos. Por isso (1) viver um vida que dê graças por tudo o que Cristo fez por mim, e (2) viver uma vida que não menospreza que Cristo sofreu em meu lugar.

Transição
Tendo em vista que pesa sobre nós esta grande responsabilidade o Apóstolo Paulo nos mostra três atitudes que devem fazer parte de uma comunidade que se chama pelo nome de cristã ou seguidora de Cristo.

1. Unidos na comunhão cristã
a. Unidos no espírito e na alma
i. Ilustrado em Fp 2.1-5
b. Unidos na defesa da fé evangélica
i. “Lutando juntos” significa trabalhar em equipe
ii. Quando uma pessoa da equipe não está integrada no mesmo objetivo ela colabora para o fracasso da equipe.
c. Unidos na comunhão cristã é o primeiro sinal de algo está bem numa igreja, numa comunidade. É o primeiro sinal de saúde, de vitalidade.

2. Unidos no combate cristão
a. Unidos contra os adversários do evangelho
i. Os adversários têm o poder deste mundo, nós temos o poder daquele que é o Senhor do mundo.
ii. Intimidados – uma metáfora usada para cavalos amedrontados, com terror de alguma coisa.
iii. Qualquer pessoa que viver a verdade do evangelho (ataque ao império do mal), receberá oposição.
b. Unidos no combate porque temos a melhor recompensa que é a nossa salvação
i. Perdição versus salvação – uma questão aqui de ponto de vista. Quem está salvo e quem está perdido?
ii. “Esta é uma indicação direta de Deus. O gladiador cristão não espera com ansiedade o sinal de vida ou morte da multidão caprichosa” (Lightfoot).

3. Unidos no sofrimento cristão
a. Unidos numa graça incomum
i. Padecer por Cristo – padecer os sofrimentos de Cristo (pascho)
ii. Ir além da crença – padecer por Cristo é um dos presentes que Deus nos concede. “Um sinal especial do amor de Deus por nós” (João Wesley).
b. Unidos aos outros que também combatem e sofrem pela mesma causa
i. Não estamos sozinhos na nossa união a Cristo.
ii. A luta de Paulo é a mesma nossa – não é diferente

Conclusão
Assim, concluímos que se faz necessário que haja sempre uma tomada de posição por Cristo. O cristianismo autêntico exige sempre uma tomada de posição caso contrário ele corre sempre o perigo de se tornar uma religião sem qualquer resultado de ordem prática.

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